Nem toda dor de cabeça é igual. Saiba distinguir entre tensão, enxaqueca e outros tipos de cefaleia, e descubra quando é hora de buscar avaliação especializada.
A dor de cabeça é uma das queixas mais comuns na medicina, mas isso não significa que deva ser ignorada. Existem mais de 150 tipos de cefaleia classificados, e identificar o tipo correto é essencial para o tratamento adequado.
A cefaleia tensional é a mais frequente: caracteriza-se por uma pressão ou aperto em torno da cabeça, geralmente bilateral, de intensidade leve a moderada. Já a enxaqueca costuma ser unilateral, pulsátil, de intensidade moderada a forte, e pode vir acompanhada de náusea, vômito e sensibilidade à luz e ao som.
Você deve procurar um neurologista quando: as dores de cabeça ocorrem mais de 15 dias por mês; quando interferem nas atividades diárias; quando a dor é muito intensa e de início súbito ('a pior dor de cabeça da vida'); quando vêm acompanhadas de febre, rigidez de nuca, confusão mental ou alterações visuais; ou quando mudaram de padrão recentemente.
O uso excessivo de analgésicos — mais de 10 a 15 dias por mês — pode paradoxalmente piorar as dores de cabeça, causando a chamada cefaleia por uso excessivo de medicamento. Por isso, automedicação frequente não é a solução.
Com avaliação especializada, é possível identificar o tipo de cefaleia, tratar as crises de forma eficaz e, em muitos casos, prevenir novas ocorrências com medicamentos profiláticos e mudanças no estilo de vida.