A epilepsia é uma das condições neurológicas mais comuns, mas ainda cercada de mitos. Entenda o que acontece no cérebro durante uma crise, quais são as causas mais frequentes e como o diagnóstico é estabelecido.
A epilepsia é uma condição neurológica crônica caracterizada pela tendência a crises epilépticas recorrentes. Uma crise epiléptica ocorre quando há uma descarga elétrica anormal e excessiva em neurônios do cérebro, alterando temporariamente o comportamento, os movimentos, os sentimentos ou o nível de consciência da pessoa.
Estima-se que cerca de 50 milhões de pessoas no mundo vivam com epilepsia, tornando-a uma das doenças neurológicas mais prevalentes globalmente. No Brasil, aproximadamente 3 milhões de pessoas são afetadas.
As causas da epilepsia são diversas: podem ser genéticas, estruturais (como cicatrizes cerebrais após AVC ou traumatismo), metabólicas, imunológicas ou infecciosas. Em muitos casos, especialmente em crianças, não se identifica uma causa específica — o que chamamos de epilepsia idiopática.
O diagnóstico é clínico, baseado na descrição detalhada das crises pelo paciente e por testemunhas. Exames como eletroencefalograma (EEG) e ressonância magnética do crânio são fundamentais para complementar a avaliação e identificar possíveis causas estruturais.
Com tratamento adequado, cerca de 70% das pessoas com epilepsia podem ter suas crises controladas. Por isso, buscar avaliação especializada é o primeiro passo para uma vida com mais qualidade e segurança.